Variação linguística em resumo
A língua portuguesa sofre diversas variações de acordo com os grupos nos quais é falada.
Essas variações podem ser do vocabulário (tangerina / mexerica), de sintaxe (estou a comprar... / estou comprando...), de sons, ou seja, fonética (meninu / mEninu [obs.: anotações fonéticas]).
Desse modo, cada grupo fala de acordo com seus costumes. Os falares diferentes podem ser conforme:
- a região (sudeste, "pipa" / nordeste, "papagaio");
- idade (criança, "Vou papá" / adulto, "Vou fazer a refeição");
- o gênero (mulher, "O filme é uma gracinha" / homem, "O filme é maneiro");
- a classe social (classe baixa, "Nóis vai trabaiá" / classe alta, "Nós vamos trabalhar");
- a profissão (jargão profissional: delegado, "Autuamos o meliante");
- a situação (no trabalho, vocabulário formal / em casa, vocabulário informal);
- o tempo histórico (antigamente, "Vossa mercê é muito elegante" / hoje em dia, "Você é muito elegante").
Concluindo
Vimos com esse pequeno resumo que há "várias línguas" dentro da própria língua portuguesa. Ou seja, ela sofre inúmeras modificações. Mas essas modificações têm um certo limite. E é nesse limite que faz com que a língua portuguesa, apesar das diferenças, tenha uma unidade maior.
É importante ainda salientar que não devemos ter preconceito com os outros falares, já que cada grupo fala de acordo com seu costume, de acordo com seu entendimento e experiência de mundo. É nesse sentido que não podemos classificar, a rigor, o que é certo ou errado em língua portuguesa. Seria melhor dizer adequado e não adequado. Afinal, ninguém usaria um vocabulário rebuscado numa partida de futebol ou gírias durante uma entrevista de emprego.
Assim, um dos objetivos da escola é ensinar aos alunos uma linguagem mais formal para situações mais formais, já que essa variação linguística nem sempre a trazemos de casa, onde a língua se dá de maneira mais solta e espontânea.
Prof. Ivonilton Gonçalves de Souza
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